No terceiro dia em Cusco, finalmente chegou o momento de conhecer Machu Picchu. O dia estava ensolarado, mas bastante frio, então saímos cedo para tomar café antes de pegar o táxi até a estação e, de lá, o trem para Aguas Calientes.
Uma dica importante para quem pretende fazer esse passeio por conta própria: compre os ingressos para Machu Picchu com antecedência. A disponibilidade dos circuitos e horários é limitada e pode acabar rapidamente. Nós compramos os ingressos cerca de três semanas a um mês antes e, só depois, escolhemos os horários dos trens. Dessa vez, optamos por um trem com apresentação de música e dança durante o trajeto.
Também vale pesquisar bem os circuitos disponíveis em Machu Picchu. Na nossa primeira visita, fizemos um circuito diferente, que incluía mais áreas da cidadela. Nesta viagem, como estávamos com as crianças e havia poucas opções disponíveis, escolhemos uma rota panorâmica.

O que levar
Como o clima muda bastante ao longo do dia, fomos preparados. Mesmo com sol, fazia frio pela manhã e sabíamos que à noite a temperatura cairia ainda mais.
Na mochila levamos casacos, roupas térmicas, luvas, água, protetor solar, óculos de sol e alguns lanches. Também é importante levar papel ou lenços, porque o ar pode deixar o nariz bastante ressecado.
Para quem vai fazer trilhas mais longas, a preparação precisa ser ainda maior. Nosso circuito era relativamente tranquilo, especialmente por estarmos com crianças, mas Machu Picchu tem percursos com bastante escada e exige algum preparo físico.
No hotel, aproveitamos também para tomar chá de coca antes de sair. Em Cusco, ele é bastante tradicional e muitas pessoas o consomem durante a adaptação à altitude.
O trajeto até Machu Picchu
Seguimos até Ollantaytambo e encontramos bastante movimento na estação. Desta vez viajamos pela Inca Rail; em outra oportunidade, tínhamos usado a PeruRail.
Um detalhe que nos deu um pouco de trabalho foi o voucher do trem. Para evitar problemas, recomendo levar os vouchers impressos, além dos documentos e passaportes. O PDF no celular não foi suficiente no nosso caso e precisamos resolver a impressão na estação.
Depois de algum tempo de espera, embarcamos no trem. As crianças estavam entretidas com seus livros e atividades, enquanto nós aproveitávamos a paisagem.
Chegando a Aguas Calientes, tivemos pouco tempo para fazer um lanche antes de pegar o ônibus que sobe até Machu Picchu. O trajeto é cheio de curvas e fica à beira da montanha, então dá um certo frio na barriga — embora os motoristas façam esse percurso diariamente.
Finalmente, Machu Picchu
Depois da subida, chegamos à entrada de Machu Picchu e encontramos nosso guia, Francisco. Nosso ingresso era para o circuito panorâmico, rota B, que permite apreciar a paisagem e os principais pontos externos, mas não contempla toda a parte interna da cidadela.
O passeio teve bastante escada e exigiu fôlego. Mesmo sendo uma rota considerada mais tranquila, é importante ir com calma, especialmente com crianças.
O guia também foi explicando aspectos da história e da cultura inca, além das características da construção e da organização da antiga cidade.
No final, conseguimos aproveitar um pouco da paisagem e assistir ao pôr do sol antes de começar o caminho de volta.
Voltando para Cusco
Depois de algumas horas de passeio, voltamos para Aguas Calientes, trocamos de roupa e colocamos os casacos. O frio já estava bem mais intenso, e ainda tínhamos o trem de volta pela frente.
Foi um dia longo, mas muito especial. Mesmo sendo a nossa segunda vez em Machu Picchu, a experiência foi diferente — principalmente por estarmos viajando com as crianças e por termos escolhido outro circuito.
E uma coisa continua igual: Machu Picchu é daqueles lugares que, mesmo quando você já conhece, ainda conseguem impressionar.
